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Sebrae Nacional reconhece Aliança, do Amazonas, como referência em reciclagem e inclusão de catadores no Brasil

Com atuação que gera trabalho e renda para mais de 3 mil catadoras e catadores no Amazonas, a Aliança se tornou referência nacional em reciclagem e inclusão produtiva
Por ASN SEBRAE AMAZONAS
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Todos os dias, milhares de catadores de materiais recicláveis recolhem das ruas, dos comércios e das casas aquilo que a maioria descarta sem pensar. Ao fazer isso, sustentam uma cadeia que gera renda, reduz o lixo nos aterros e devolve valor ao que iria virar resíduo. No Amazonas, esse trabalho ganhou um nome de referência. A Cooperativa e Associação de Catadores de Materiais Recicláveis do Estado do Amazonas – Aliança, passou a ser tratada pelo Sebrae Nacional como caso de sucesso e modelo a ser estudado e replicado em outros estados.

O reconhecimento foi reafirmado durante a visita técnica da consultora Luciana Lopes, do Sebrae Nacional, à sede da organização na última sexta-feira (12). “A Aliança, dentre as organizações que o Sebrae está atendendo no Brasil, é a que tem a maior produção de material reciclável e o maior faturamento. A gente veio aqui para conhecer a Aliança, entender as suas necessidades, as suas dores, mas principalmente entender esse processo de empreendedorismo”, afirmou Luciana, consultora nacional para o projeto de catadores.

Equipe técnica do Sebrae Nacional e Amazonas em reunião com a presidente da Aliança, Alcinéia Isidoro da Cunha. Foto: divulgação.

A organização tem o maior faturamento entre as cooperativas de catadores acompanhadas pelo Sebrae no país, gera trabalho e renda para mais de 3 mil pessoas e encaminha mais de mil toneladas de material reciclável. Para a consultora, é a forma como esse volume foi construído que merece atenção. “Essa gestão, esse processo, a maneira como ela desenvolveu, é um trabalho que a gente precisa aprender, até para poder replicar e ensinar para as outras organizações que estamos atendendo no Brasil.”

O que coloca a Aliança como referência vai além dos números. A cooperativa abre canal direto com a indústria para o catador autônomo, aquele que, sozinho, dificilmente conseguiria vender sua produção, e repassa valores justos por esse material. “É uma referência em captação de materiais, é uma referência em captação de pessoas e principalmente de catadores autônomos que não encontram oportunidade de vender para a indústria. A Aliança abre canal dentro da indústria para o catador autônomo e repassa valores justos. Então, sim, é uma referência”, afirma Luciana.

Fundada em 2005, a Aliança construiu ao longo de mais de duas décadas uma atuação que vai da coleta à comercialização, passando pela segregação e pelo beneficiamento dos materiais. Esse trabalho conecta milhares de catadores e colaboradores na capital, no interior do Amazonas e em outros estados. O impacto ultrapassa a geração de renda, porque reduz o descarte inadequado de resíduos, devolve valor a materiais que iriam para o lixo e dá visibilidade econômica a quem historicamente esteve à margem.

Para a presidente da cooperativa, Alcinéia Isidoro da Cunha, saber que a organização é vista como referência nacional foi uma surpresa e um reconhecimento coletivo.

“A gente não estava esperando. Para mim, que estou sabendo agora, com certeza é algo muito bom, e vai ser muito bom passar isso para a equipe. É um sentimento bom tanto para mim como presidente, quanto para nossas técnicas e para todos os catadores que fazem parte da cooperativa e da associação Aliança”, disse.

Presidente da Aliança, Alcinéia Isidoro da Cunha. Foto: divulgação

Do piloto à segunda fase

O reconhecimento chega num momento de continuidade do trabalho no estado. Em 2025, o Amazonas sediou o plano piloto do Programa Nacional Pró-Catadores, executado pelo Sebrae Amazonas em Manaus, Parintins e Novo Airão. A iniciativa é do Governo Federal, coordenada pela Secretaria-Geral da Presidência da República por meio do Comitê Interministerial para Inclusão Socioeconômica de Catadoras e Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis (CIISC), com o Sebrae participando como instituição convidada e aplicando metodologias de capacitação, inovação e desenvolvimento organizacional.

Com os resultados do piloto, a segunda fase do programa, prevista para 2026, já começou a ser executada. É nesse contexto que a visita da consultora nacional acontece. Além de reconhecer o que a Aliança já construiu, o Sebrae mapeia agora as demandas da organização, como a implantação de uma central de resíduos, a aquisição de equipamentos de grande porte e o avanço de mecanismos que remunerem os catadores pelos serviços ambientais que prestam à sociedade.

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