O novo ciclo do Programa Cidade Empreendedora, do Sebrae Amazonas, terá a participação de 19 municípios do Estado. Com o encerramento das inscrições na sexta-feira (18) passada, Maués, Apuí, Boa Vista do Ramos e Santo Antônio do Içá foram as quatro últimas prefeituras a assinar o Termo de Adesão para a edição 2027/2028 da iniciativa, que reúne a entidade e as administrações municipais em uma agenda conjunta para melhorar o ambiente de negócios e estimular o desenvolvimento econômico local.
O programa funciona a partir de um plano de trabalho construído de acordo com as características e necessidades de cada município. Na prática, o Sebrae oferece soluções que podem envolver qualificação de empreendedores e servidores; melhoria da gestão pública; desburocratização; acesso a crédito e compras públicas; apoio à agricultura familiar; educação empreendedora; turismo; inovação; sustentabilidade; e fortalecimento das Salas do Empreendedor, que são espaços criados pelos governos locais [municipal ou estadual] em parceria com a instituição para simplificar e integrar o atendimento a microempreendedores, donos de pequenos negócios e para quem planeja empreender.
Pela ordem de adesão ao biênio 2027/2028, os municípios participantes são Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Parintins, Novo Airão, Beruri, Iranduba, Presidente Figueiredo, Amaturá, Manacapuru, Nova Olinda do Norte, Fonte Boa, Barreirinha, Rio Preto da Eva, Carauari, Barcelos, Maués, Apuí, Boa Vista do Ramos e Santo Antônio do Içá.
Da lista fechada, 10 cidades do interior que integram o atual ciclo [2025/2026] garantiram a continuidade, incluindo as recém-confirmadas Maués, Apuí e Boa Vista do Ramos. As novidades, contudo, são as Prefeituras de Iranduba e de Santo Antônio do Içá, que pela primeira vez asseguraram a inclusão no programa, executado pelo Sebrae no Estado desde 2023.

No Amazonas, a futura edição do Cidade Empreendedora terá duração estimada entre 18 e 24 meses, com investimento compartilhado entre a instituição e as prefeituras. Metade dos recursos será subsidiada pelo Sebrae-AM e a outra parte corresponde à contrapartida do município, conforme o plano de trabalho alinhado.
A entrada dos quatro últimos municípios encerra uma etapa de mobilização das prefeituras e abre agora a fase de planejamento das ações. A proposta é que as atividades sejam definidas a partir das vocações econômicas, dos desafios da gestão e das oportunidades identificadas por território.
“O novo ciclo será uma oportunidade de avançar a partir do que já foi construído e, ao mesmo tempo, olhar para as necessidades específicas de cada município. A proposta é trabalhar lado a lado com as prefeituras para que as ações tenham aplicação prática e contribuam para um ambiente mais favorável aos pequenos negócios e ao desenvolvimento local”, afirmou a coordenadora do Programa Cidade Empreendedora pelo Sebrae Amazonas, Carla Vanessa.
Resultados que orientam nova edição
A experiência do ciclo 2025/2026 mostra como a metodologia pode assumir formatos diferentes de acordo com a realidade municipal. Em Barcelos, por exemplo, o trabalho envolveu turismo, qualificação profissional, fortalecimento da produção local e melhoria do ambiente de negócios. Entre as ações realizadas estão a capacitação de cerca de 90 moradores em cursos voltados à alimentação, apoio técnico para o Plano de Ordenamento Turístico e uma ação de regularização de Cadastros Nacionais da Agricultura Familiar (CAFs) no Rio Padauiri.
Em outros municípios, o programa também direcionou ações para áreas consideradas estratégicas pelas administrações locais. Novo Airão e Presidente Figueiredo, por exemplo, desenvolveram iniciativas relacionadas a turismo, inovação e sustentabilidade, enquanto Benjamin Constant e Boa Vista do Ramos concentraram esforços em medidas de fortalecimento dos pequenos negócios e da administração pública.

No atual biênio, iniciado em fevereiro do ano passado, o Cidade Empreendedora está presente em 15 municípios do Amazonas [Amaturá, Apuí, Barcelos, Barreirinha, Benjamin Constant, Boa Vista do Ramos, Carauari, Fonte Boa, Maués, Nova Olinda do Norte, Novo Airão, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Silves e Tabatinga] e tem previsão de encerramento em dezembro de 2026. A expectativa é superar 900 ações, entre consultorias, capacitações, implantação de políticas públicas e iniciativas de estímulo ao comércio regional.
Para o novo ciclo, a proposta é ampliar a atuação conjunta com as prefeituras e transformar as demandas identificadas em ações práticas para melhorar as condições de quem empreende, produz e movimenta a economia nos municípios.
Em resumo, a metodologia da iniciativa é organizada em dez eixos estratégicos: Gestão e Políticas Públicas; Lideranças Locais e Governança; Simplificação; Sala do Empreendedor; Compras Públicas e Acesso a Crédito; Empreendedorismo na Escola; Inclusão Socioprodutiva; Identidade, Vocações e Mercado; Inovação; e Resiliência Climática e Sustentabilidade.

