A meliponicultura deixou de ser vista apenas como uma atividade de produção de mel para ocupar espaço estratégico na geração de renda, na conservação da floresta e na valorização da bioeconomia amazônica. É com essa visão que o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Amazonas (Sebrae-AM) participa do II Congresso Amazonense de Meliponicultura, realizado entre os dias 22 e 25 de julho, na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), reunindo pesquisadores, produtores, empreendedores, estudantes e instituições que atuam no fortalecimento da cadeia produtiva das abelhas sem ferrão.

Parceiro da iniciativa promovida pela UFAM, pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e demais instituições, o Sebrae leva ao congresso uma programação que reforça seu compromisso com o desenvolvimento de pequenos negócios ligados ao setor primário, apoiando empreendedores desde a produção até a comercialização, com foco em gestão, inovação e acesso a mercados.

Para a instituição, a meliponicultura reúne características que dialogam diretamente com o potencial econômico da floresta em pé. Além da produção de mel, a atividade movimenta segmentos como gastronomia, turismo de experiência, cosméticos naturais, educação ambiental, polinização agrícola e valorização de produtos amazônicos, criando novas oportunidades para produtores e pequenos empreendedores.
Ao longo dos três dias de programação científica, técnica e prática, o Sebrae Amazonas participa de diversas atividades entre palestras, painéis, oficinas, minicursos e espaços de demonstração, compartilhando experiências voltadas ao empreendedorismo, inovação, educação empreendedora, Indicação Geográfica, agregação de valor e desenvolvimento de mercado.
Entre os destaques da programação do dia 23 de julho, a analista técnica Christini Gama participa do painel “Conversa aberta sobre normativas em meliponicultura”. Na sequência, a analista técnica Jeane Dias conduz o minicurso aberto “Empreendedorismo com Meliponicultura – Comportamento Empreendedor”, voltado à gestão de negócios e desenvolvimento de competências empreendedoras. Encerrando a participação institucional do dia, o analista técnico José Antônio Fonseca apresenta a palestra “Registro de Indicação Geográfica (IG) de produtos de abelhas sem ferrão”, destacando como a certificação pode fortalecer cadeias produtivas, valorizar a identidade territorial e ampliar a competitividade de produtos amazônicos.
Da ciência ao mercado
A atuação do Sebrae no evento também evidencia como a meliponicultura pode ampliar seu valor econômico quando conectada à inovação e ao mercado. Além das discussões técnicas sobre manejo e produção, a programação contempla temas relacionados à melipogastronomia, análise sensorial de méis, hidromel, cosméticos naturais, mídias sociais, fotografia, educação ambiental e estratégias de comercialização, demonstrando a diversidade de oportunidades existentes ao longo da cadeia produtiva.

Esse trabalho integra a estratégia do Sebrae Amazonas de apoiar o empreendedor rural tanto “da porteira para dentro”, com foco na melhoria da produção, quanto “da porteira para fora”, preparando os pequenos negócios para inovação, posicionamento de mercado e geração de valor.
Valorização da origem
Entre as experiências apresentadas durante o congresso estará o trabalho desenvolvido em Boa Vista do Ramos, município amazonense que conquistou, em 2025, a Indicação Geográfica (IG) para o mel produzido por abelhas sem ferrão, resultado de uma atuação conjunta entre Sebrae Amazonas, produtores e instituições parceiras.
O reconhecimento concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) consolidou Boa Vista do Ramos como referência nacional na produção de mel de abelhas nativas, fortalecendo a identidade territorial do município, agregando valor ao produto e ampliando as oportunidades de acesso a novos mercados. A experiência tornou-se referência para outras regiões do estado interessadas em estruturar processos semelhantes de valorização de produtos amazônicos.
Empreendedores atendidos pelo Sebrae ganham visibilidade
Além da participação técnica, o congresso também servirá como vitrine para empreendedores acompanhados pelo Sebrae Amazonas. Entre eles está o Meliponário Amazomel, que integra a programação das visitas técnicas do evento, proporcionando aos participantes uma experiência prática sobre manejo de abelhas sem ferrão, biodiversidade amazônica e agregação de valor aos produtos derivados da atividade.
Na Feira de Produtos e Equipamentos da Meliponicultura, produtores atendidos pelo Sebrae também apresentarão méis e derivados reconhecidos pela qualidade, resultado de ações voltadas à melhoria da gestão, inovação, acesso a mercados e fortalecimento da produção local.
Programação aproxima diferentes setores da economia
Além de produtores e pesquisadores, o Congresso também abre espaço para empresários da gastronomia, panificação, confeitaria, turismo e economia criativa.

O II Congresso Amazonense de Meliponicultura acontece entre os dias 22 e 25 de julho, na Universidade Federal do Amazonas, reunindo especialistas de diferentes estados em uma programação que inclui palestras, painéis, oficinas, minicursos, feira de produtos, concursos técnicos, momentos gastronômicos e visitas a meliponários da região, fortalecendo uma das cadeias mais promissoras da bioeconomia amazônica.
Serviço
Evento: II Congresso Amazonense de Meliponicultura
Data: 22 a 25 de julho de 2026
Local: Universidade Federal do Amazonas (UFAM) – Av. Rodrigo Otávio, nº 6200 – Campus Universitário Senador Arthur Virgílio Filho, Coroado I
Inscrições e programação completa: https://www.even3.com.br/ii-congresso-amazonense-de-meliponicultura-653455/
Fotos: Gislene Carvalho-Zilse
Contatos para a imprensa: Assessoria de Comunicação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Amazonas (Sebrae/AM): [email protected] ou Rodrigo Amorim (92) 98134-5970/ 99522-7662

