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Sebrae apoia a meliponicultura no Baixo Amazonas e participa de congresso estadual

Produtores de Boa Vista do Ramos e Parintins ampliam acesso à inovação, capacitação e novos mercados durante programação de evento na Ufam
Por Diogo Rocha
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Cada colmeia de abelhas sem ferrão não apenas produz mel, mas também se transforma em fonte de renda para famílias que apostam na meliponicultura, além de desempenhar um papel fundamental na conservação da biodiversidade. Para fortalecer essa atividade sustentável, o Sebrae Amazonas apoia os pequenos produtores de Boa Vista do Ramos e Parintins, investindo em suporte técnico, inovação e acesso a novos mercados.

Como parte desse trabalho, o Escritório Regional do Sebrae em Parintins apoiou a participação de 12 meliponicultores dos dois municípios no II Congresso Amazonense de Meliponicultura, realizado entre os dias 22 e 25 de julho, na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), em Manaus. O evento reuniu pesquisadores, técnicos, instituições de apoio e produtores de diversas regiões do estado para discutir ciência, conservação ambiental, empreendedorismo e inovação na criação de abelhas sem ferrão.

Sebrae-AM realizou atendimento no II Congresso Amazonense de Meliponicultura e apresentou palestra

A programação do evento contou com um estande para atendimento do Sebrae-AM e também com técnicos da instituição, entre os quais José Antônio Fonseca, que ministrou a palestra “Registro de Indicação Geográfica (IG) de produtos de abelhas sem ferrão”. Durante a apresentação, foram abordadas as oportunidades que a IG, uma espécie de carimbo oficial de autenticidade, oferece para a produção local.

“A Indicação Geográfica valoriza a origem e a identidade do que é feito em cada território. Isso amplia as oportunidades de mercado e dá mais reconhecimento ao trabalho dos produtores”, afirmou Fonseca.

Frentes de trabalho

Além da participação no congresso, o Sebrae-AM desenvolve um trabalho contínuo de fortalecimento da atividade nos municípios. Entre as entidades acompanhadas estão a Associação dos Meliponicultores de Boa Vista do Ramos (AMEL) e a Cooperativa dos Criadores de Abelhas Indígenas da Amazônia (COOPMEL), que recebem suporte para aprimorar a gestão, os processos produtivos e a comercialização dos produtos derivados da meliponicultura.

Em Parintins, as ações são desenvolvidas em parceria com a Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento (Sempa). Uma iniciativa que eleva o alcance das ações voltadas aos criadores locais.

Doze produtores de Boa Vista do Ramos e Parintins marcaram presença em evento sobre meliponicultura

Os produtores atendidos têm acesso a consultorias especializadas, orientações técnicas, capacitações e soluções de inovação por meio do Sebraetec, que subsidia serviços focados na melhoria dos processos produtivos e que também virou tema de uma palestra no congresso, com a coordenadora estadual do programa, Christini Gama.

Para o gerente do Escritório Regional do Sebrae em Parintins, Raullison Michel, a participação no congresso foi um passo importante para o fortalecimento da atividade na região.

“A presença dos meliponicultores de Boa Vista do Ramos e Parintins no congresso representou uma importante oportunidade para a troca de conhecimentos, acesso a novas tecnologias, fortalecimento de parcerias e ampliação da inserção dos produtos amazônicos em mercados cada vez mais exigentes”, declarou Michel.

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